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Título Original: Other words for love

Editora: Galera Record

N° de páginas: 368

Ano de lançamento: 2013

Onde comprar: Cultura | Amazon | Saraiva



     Olá galera! Como vocês estão? Saudades de blogar aqui! Depois de um longo hiato, venho trazer para vocês a indicação de um livro super legal que andei lendo esses dias!

Vamos lá!

     Outras Palavras Para O Amor vai contar a história de Ari, uma adolescente nova-iorquina da década de 80, onde o mundo recua com a ameaça da Guerra Fria e com a epidemia da AIDS. O livro narra os dramas e os acontecimentos não só de Ari, mas de muitos outros que viveram na época.

     É difícil começar a resenha de todo livro contemporâneo voltado para o público jovem. Geralmente não há muito o que se comentar da história. O plot quase sempre é o mesmo: Uma garota se vendo em meio aos diversos dilemas advindos da juventude. Porém, o que diferencia a obra de Rosenthal é a sua abordagem.

     Primeiro, a trama se passa na década de 80 e em Nova York, ou seja, toda aquela aura que vemos nos filmes da época. (Particularmente, é um das décadas que acho mais atraente.)
Segundo é que Ari não é aquele tipo de personagem chata. Ela é uma adolescente como qualquer outra. Em resumo, ela não é perfeita como a maioria das protagonistas de diversos livros do gênero.
Terceiro, além de a narrativa ter um grande foco nos sentimentos dos personagens, aborda diversos assuntos que poucos autores se atrevem à tratar, entre eles, as DST's. Coisa que, creio eu, devia ter uma maior abordagem nas obras voltada para jovens. Acho super importante haver uma conscientização por parte do ramo literário sobre isso, porque literatura também é informação.

     Uma coisa que gostei muito em Outras Palavras Para O Amor foi que a autora não fantasiou muito a vida da Ari, coisa que vemos bastante nos romances YA. Ela foi bem realista tanto em relação à dilemas sobre namoro quanto amizade. Isso fez com que o livro ficasse com um toque diferente, porque eu não esperava que fosse ser tão pé no chão. Mas isso, ao meu ver, foi ótimo pois, pelo menos eu, consegui me identificar com certas situações vividas por Ari.

      Outras Palavras Para O Amor é um romance simples, mas com diversos adicionais que o torna único. Mesmo sendo usual, foge do óbvio e quebra paradigmas impostos pelos outros livros do gênero. Diferente, arrojado e realista, o livro é, sem sombra de dúvidas, uma obra à ser lida.






Título Original: Days Of Blood and Starlight

Editora: Intrínseca

Número de Páginas: 446

Ano de Lançamento: 2013

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     Dias de Sangue e Estrelas é o segundo volume da trilogia Feita de Fumaça e Osso, escrita pela Laini Taylor.

     Uma guerra eclodiu entre os quimeras e os serafins. Loramendi está destruída. Os dias são sombrios para os quimeras. Akiva destruiu o mundo de Karou e agora está arrependido... já a garota, está ajudando a formar o exército de quimeras para por o fim os dias de sangue e estrelas.

     Há algumas semanas atrás, eu li Feita de Fumaça e Osso e, nossa, curti bastante. Obviamente, eu estava bem ansioso para a continuação já que eu gostei bastante do primeiro. Então, decidi ler e eis aqui minha opinião sobre a continuação da magnífica história de Karou e Akiva.

     Seguinte, depois de ficar maravilhado com o tomo inicial, eu tinha uma certa expectativa para este, pois o gancho deixado por Laini foi ótimo. Começamos com aquele clima tenso de guerra e devastação, e tem mais, essa atmosfera perdura até o término do livro. Porém, não sei o que me deu durante a leitura que me fez achar as coisas meio arrastadas, apesar de durante todas as 446 páginas, a narrativa de Taylor se mostrar cheia de ação e acontecimentos. Talvez não estivesse no momento para a leitura... E devido à isso, dei 3 estrelas. :/

     Segundos volumes de trilogias, em sua maior parte, são onde a história é desenvolvida deixando o terreno pronto para o clímax. Com Dias não foi diferente. Vemos uma parte da guerra e terminamos à caminho do auge da épica batalha entre quimeras e serafins. Uma coisa que gostei bastante neste foi o modo como Laini tratou a questão da guerra e como ela afeta as pessoas e apesar de ser algo bem fictício, os personagens possuem sentimentos tão humanos que às vezes me peguei pensando se eles eram reais. Sentem amor, carinho, receio, raiva, remorso e etc. Toda essa humanidade presente neles é fantástica.

     Apesar de eu ter dado apenas 3 estrelas, Dias de Sangue e Estrelas se mostra uma continuação competente e satisfatória. Laini Taylor continua com sua escrita poética e de alto nível. Os personagens se mostram mais maravilhosos aka Karou e Akiva e a história permanece com os ares de uma épica lenda pagã, o que é mais do que impressionante. Feita de Fumaça e Osso é uma trilogia cativante, não apenas com seu títulos e capas, mas também por apresentar um conto de fadas melancólico em que o leitor sofre, fica alegre e torce para que no final dê tudo bem. Vale a pena!

     Menções Honrosas: Intrínseca deu um show (novamente!) na edição. Capa, diagramação e etc. Sério, eles conseguem deixar tudo mais mágico ainda! Obrigado por presentear os leitores com essa edição linda.




Título Original: The Young World

Editora: Seguinte

Número de Páginas: 326

Ano de Lançamento: 2014

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     Mundo Novo é o primeiro volume de uma trilogia distópica escrita por Chris Weitz.

     Uma doença matou todos os adultos e crianças com menos de doze anos. Em uma Nova York residida apenas por adolescentes, o caos predomina. A cidade é dividida em tribos e Weitz nos apresenta à tribo da Washigton Square, onde reside Jefferson, o protagonista da história. É partindo desse ponto que começamos à explorar o Mundo Novo.

     Antes de tudo, gostaria de lembrar que apesar de a premissa lembrar um pouco Gone, são histórias completamente diferentes. Então nada de falar que é uma cópia. Há semelhanças apenas no pano de fundo. Então comecem sem preconceito.

     Meses atrás, a editora Seguinte apresentou aos seus leitores Mundo Novo. Não houve grandes campanhas de divulgações e nem muita repercussão no mundo literário, porém, eu me senti bastante atraído por dois fatos: ser distopia e ser lançado pela Seguinte (nunca tive decepção com os livros da editora). Enfim, eu li agora e bem, não me arrependi.

     Como na maior parte das vezes, começo uma série/trilogia sem saber muitos detalhes. Com Mundo Novo não foi diferente. Comecei no escuro e foi uma surpresa imensa o livro ter me surpreendido mais do que eu esperava, porém, isso não foi de primeira.

     Weitz inicia a história com ação e com isso já foi me empolgando. Em menos de cinquenta páginas temos um tiroteio e um acontecimento fundamental para o rumo da trama central. Para mim, eu achei muito bom, pois não há aquela velha enrolação que temos no início de séries. Chris é bem direto e ágil. Pontinho para ele.

     Ao contrário do que eu pensava, com o decorrer das páginas, somos levados à conhecer as diversas tribos que existem em uma Nova York caótica. Podemos ver em que nível as coisas estão e como os jovens reagem ao fato de não ter adultos para comandar. Então esperem bastante violência gratuita.
P.s: Adorei fazer um tour pela Grande Maça comandada por adolescentes cheios de hormônios.

     Os personagens não apresentam muitas novidades,  mas mesmo assim gostei de todos. Espero que eles continuem com a mesma personalidade nos próximos volumes.

     Enfim, eu simplesmente adorei o plot e a forma como as coisas se desenrolaram. Mundo Novo foi uma surpresa adorável. Chris Weitz presenteia o leitor com uma mistura de ação, romance e comédia. Já estou na espera para o segundo tomo.

     E vou deixar aqui as menções honrosas à Seguinte por mais uma vez dá um show na edição. Vocês são demais!

 É impressionante, ágil e, claro, alucinante.


Título Original: The Eyes of Mind

Editora: V&R

Número de Páginas: 300

Ano de Lançamento: 2014

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    Jogo Infinito é o primeiro volume da série Doutrina da Morte, escrita por James Dashner.

    Michael é um gamer e, como todo gamer, passa a maior parte de seu tempo no VirtNet (um jogo de realidade virtual). A maior parte da população usa seu tempo livre nele. É como um The Sims, só que o mais real possível.
Certo dia, o garoto acaba tendo que salvar uma garota em uma missão, mas da tudo errado e a menina se mata. Com a sua morte, ela deixa uma mensagem que vai mudar completamente a história de Michael, dos jogadores do VirtNet e da humanidade.

     Estou pagando por cada palavra que falei de Maze Runner. Para quem não sabe, Jogo Infinito é do mesmo autor da saga dos Clareanos e, bem, eu não tive um contato muito amigável com o autor na primeira vez. Porém, o primeiro volume de Doutrina da Morte me surpreendeu BASTANTE!
Enfim, vamos para a resenha.

     Eu comecei este livro sem expectativa alguma e já estava pronto para o pior: decepção. Eis que me deparo com uma trama incrivelmente bem elaborada e escrita. De início é meio confuso, mas com o decorrer das páginas, as coisas vão sendo postas no eixo.

      Dashner apresentou uma grande jornada logo nos primeiros capítulos e fui fisgado pelo grande mistério que começa a assolar a vida de Michael e seus amigos. Logo após, James apresenta o leitor o plot da série. Logo o empurra para a missão à ser cumprida.
Resultado: muita ansiedade, desespero e, logicamente, angústia.

       Neste livro, James Dashner não tentou criar muitos mistérios e decidiu focar na aventura dos personagens, o que eu achei bacana, pois em Maze Runner, Dashner acabou se perdendo legal. Então não se preocupem de acabar havendo contradições no decorrer DESTE tomo.

      Eu achei muito legal o desenvolvimento.Tanto o desenvolvimento dos personagens quanto da trama. Sobre os personagens: ao meu ver, foram planejados de uma forma que cada um tivesse destaque e não acabasse focando apenas em um. E eu simplesmente achei o vilão fantástico e bem macabro.
Já sobre a trama: para mim, foi bem elaborada, não envolveu muitos mistérios e, se tudo der certo (espero que dê), vou ter respostas ao final da jornada de Michael. E o modo com as revelações foram sendo dadas foi ótimo. Além de tudo isto, o gancho deixado foi estupendo.

     O único problema que tive foi com a ambientação da história. Não sabemos o que aconteceu para ter tantos avanços tecnológicos e nem nos é explicado o motivo de todas as pessoas estarem submersas no VirtNet. A impressão que deixou era que eu não estava em uma distopia.Parecia que eu estava no mundo atual. Vai entender...
Esse foi o único deslize cometido por Dashner. Porém, dá para relevar.

     Enfim, indico MUITOOOOOOOOOOOOOOOOOO Jogo Infinito. É impressionante, ágil e, claro, alucinante. Se você tiver oportunidade de lê-lo, leia. Não irá se arrepender.




Título Original: Say What You Will

Editora: Galera Record

Ano de Lançamento: 2015

N° de Páginas: 336

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    Amy & Matthew é um romance escrito por Cammie McGovern. O livro é lançado pela Galera Record.

     Amy sempre foi uma garota nada normal. Ao nascer, sofreu uma paralisia cerebral e só consegue falar com a ajuda de um aparelho (igual o do Stephen Hawking). Matthew é um garoto comum, só que possui TOC. Certo dia, os dois se conhecem e aí já viu.

     Porém, os dois não se conhecem de uma maneira muito convencional... O menino é contratado pela mãe de Amy para poder ajudá-la na escola e assim os dois vão construindo uma amizade que logo passa para um lindo e, diga-se de passagem, emocionante romance.

     Quando a Galera Record postou que iria publicar este livro, fiquei bem ansioso e curioso para lê-lo. Enfim, eu li e vamos lá saber o que eu achei!

     Para começo de conversa, muitos podem se deparar com a capa e pensar que é um "plágio" de Eleanor & Park. Não gente, não é! As duas histórias são completamente diferentes. Então, não se assustem com a arte de capa, que por sinal é belíssima. Porém, as semelhanças param por aí.

     Como todo romance, eu começo sem muitas expectativas e com Amy&Matthew não foi diferente. Logo de início temos uma troca de emails dos dois protagonistas e eu achei isso bem legal. Para mim, tornou a história um pouco mais "real", pois o que seria de nós sem os emails/chats, né? Gostei desta sacada da autora.

     O relacionamento de Amy e Matthew não é pretensioso. Particularmente, eu achei bem fofo o modo como McGovern construiu o romance entre os dois personagens. E a maneira como ela tratou o fato de eles possuirem problemas e superarem isso juntos, foi incrível.

     Bem, quando se trata de doença em livros sempre é complicado. Mas eu achei que a autora conseguiu desenvolver muito o que ela se propôs a fazer. Não quis ir além de sua capacidade e isso é admirável, pois é muito comum autores quererem fazer algo além e o tiro sair pela culatra.

     Enfim, eu simplesmente adorei este livro! E que, apesar de suas fofurices, aborda temas que, para mim, são de suma importância. Gostei bastante do desfecho, porque foi algo bem condizente e me trouxe uma lição muito grande. A edição está maravilhosa: capa, diagramação e revisão. Tudo na medida certa. Recomendado!

Acho que todo fã (louco) de alguma coisa, deveria ler Fangirl.

Título original: Fangirl

Editora: Novo Século

Número de Páginas: 424

Ano de Lançamento: 2014

Onde comprar: Saraiva / Submarino / Amazon






   

     Fangirl é um romance escrito por Rainbow Rowell.

     Temos Cath, uma garota que entra na universidade. Bem, até aí, tudo bem, só que a ela é a maior escritora de fanfics de Simon Snow (uma saga de livros que lembra Harry Potter...). Cath nunca foi popular e como toda adolescente meio “excluída”, ela é bem insegura. Porém, a vida dela muda quando começa a fazer amigos na faculdade.

     Acho que, todo fã, se identifica um pouco com Cath. Em diversos momentos temos situações em que algum momento algum de nós (fãs) já passamos. É... Rainbow Rowell realmente entende como é gostar tanto de algo.

     O livro começa bem fraquinho e aos poucos vai evoluindo e quando vemos, já acabou. Uma coisa 
que tornou a leitura bem rápida e fluída foi o fato de o casal principal ser bem construído e fofos do modo “ataques de fofura”!

     Particularmente, eu gostei de todos os personagens, sem exceção. O modo como Rowell cria as personalidades do elenco de sua trama é indescritível. Ela cria personagens tão humanos, tão cheios de sentimentos que há momentos que pensei que eles fossem reais! Não possuem muitos atributos mas são recheados de sentimentos e isso os tornam apaixonantes.

     Ao contrário de Eleanor & Park, neste livro, temos umas partes chatas, mais conhecidas como a fanfic de Cath. Meu Deus! Quero saber como esta bendita fanfic é a mais famosa! Não tem nada de UOU QUE GENIAL. Porém, foi essencial introduzi-la na narrativa pois podemos adentrar um pouco no universo que a garota tanto ama. Talvez se não tivesse, ficaria algo meio vago e acabaria meio que deixando a história sem conteúdo.

     A narrativa de Rainbow é ágil e tem toda aquela aura divertida que me deixou mais leve durante a leitura. Ela realmente sabe como fazer o leitor se sentir confortável e sonhar um pouco. Não existe nada melhor do que imaginar e, óbvio, querer ter uma história de amor como a do livro.

     Acho que todo fã (louco) de alguma coisa, deveria ler Fangirl. Como falei anteriormente, qualquer fã vai achar em Cath algo em comum. Enfim, Rainbow Rowell criou uma história apaixonante e que todos que são apaixonados por séries de livros, vão entender.