Últimos Posts

Mostrando postagens com marcador distopia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador distopia. Mostrar todas as postagens


     Oi gente, hoje eu vim aqui compartilhar com vocês alguns motivos para ir assistir a mais nova adaptação que chega às telonas essa quinta (21). A 5° Onda ou The 5th Wave é um filme inspirado no livro homônimo do autor Rick Yancey.

     Sobre o que se trata? Bem, o mundo foi dominado por aliens. Porém, não aqueles aliens feios que estamos acostumados a ver. Mas antes de eu explicar melhor isso, deixa eu explicar como aconteceu essa invasão. Repentinamente, ocorreu uma queda mundial de energia. Depois, houve diversos tsunamis, terremotos, etc. Só que a desgraça não para por aí, depois de tanta coisa, ainda houve a praga, uma doença que acabou exterminando milhares de pessoas. Não contentes, os aliens, antes mesmo de tudo acontecer, já haviam se instalado nos corpos de alguma pessoa e roubado sua humanidade. E agora, eles querem dar o golpe final ou, no caso, a onda final (todos esses acontecimentos são denominados de ondas) que é exterminar os humanos.
SÓ QUE, NÓS SOMOS HUMANOS E NÃO DESISTIMOS FÁCIL ASSIM.
E é aí que entra a história de Cassie, uma adolescente que, devido às ondas, acabou perdendo seus pais e se separando de seu irmão mais novo. Então, vamos acompanhar a jornada de Cassie pela sobrevivência nesse mundo devastado onde, nós, humanos estamos a um passo de sermos exterminados.

Assistam ao trailer que explica um pouco melhor.

     Lembro bem de quando vi esse livro em 2013 numa das minhas andanças pela Leitura. Me chamou a atenção devido à sua capa e eu, muito curioso, peguei pra ler a sinopse e NOSSA, paixão à primeira vista. Vocês me conhecem, eu sou o louco das distopias e, claro, não poderia deixar de ler. Quando eu li, no início de 2014, quase NINGUÉM, além de uma amiga tinha lido. Surtamos bastante e tudo mais e, até o anúncio do filme (que foi uma notícia que me pegou de surpresa porque jamais pensei que fosse ter uma adaptação assim tão rápida) eu não via nenhuma página sobre etc. E até meados de 2015, era difícil ter achado alguém que havia lido. Agora, no finalzinho de 2015, apareceu bastante gente e, isso é muito bom, porque quanto mais gente divulgando, mais chances de termos a adaptação da sequência (O Mar Infinito)!!

     A 5° Onda é uma história que envolve tudo que gostamos. Ação, drama e romance. Além de ser uma ficção-científica pra ninguém colocar defeito. Sério. Vocês nem fazem ideia do quão legal é.


(Pôsteres promocionais do filme)

     Mas enfim, eu vim aqui convidar todos vocês para assistirem esse novo filme que promete muito!!
Com a Chloe como protagonista, tem tudo para ser um sucesso.
Como a maior parte das sagas literárias no cinema estão acabando, resta nos apegarmos A 5° Onda e aproveitar o máximo que pudermos.
Eu estou mega ansioso para ir assistir ao filme quinta!! E vocês, vão também? Espero que sim!

     A classificação etária do filme é 14 anos.

     Você pode adquirir os livros clicando aqui.



Título Original: Unravel Me

Ano de Lançamento: 2013

Número de Páginas: 448

Editora: Novo Conceito

Onde comprar: Cultura | Amazon | Saraiva




     Olá galera, como vocês estão? Hoje eu vim aqui conversar sobre Liberta-me, segundo livro da trilogia distópica Estilhaça-me.

     Para quem não conferiu a resenha do primeiro livro, essa conterá spoilers. Sintam-se avisados.

     Juliette conseguiu escapar de Warner e agora se encontra no Ponto Ômega, um refúgio de pessoas que também possuem habilidades especiais e, também, um centro rebelde contra o Restabelecimento. Enquanto tenta se manter sã, Juliette terá que aprender à controlar o seu dom antes que seja tarde demais...

     Quem acompanha o blog, sabe que eu não fui muito com a história da Julliete e cia. Mas ok, eu sou compreensivo e sempre tento pensar que as coisas vão melhorar etc. Me propus à ler o segundo e ai, dói dizer isso, mas continuo com o mesmo pensamento sobre a trilogia. Mas por quê? Vamos lá.

     Para começo de conversa, no primeiro livro somos apresentados à Juliette, uma garota que está confinada por um longo tempo em uma cela devido ao seu toque letal. Ok, tudo bem, entendo ela ser meio psicótica e tudo mais. Aliás, quem não ficaria louco confinado por um período muito longo? Por ser narrado em primeira pessoa, vemos o quão louca Juliette está. Também pouco nos é apresentado esse mundo em que tudo está um caos. Foi interessante e legal em Estilhaça-me. Mas, como em toda continuação que eu leio, espero uma evolução tanto dos personagens e da história e eu esperava que isso fosse acontecer em Liberta-me, mas eu estava errado.

     Começamos esse volume um pouco depois do fim de Estilhaça-me. Juliette está mais sensível do que nunca e não consegue controlar seus sentimentos. Ok, isso foi até aceitável nas primeiras páginas, mas chegou na página 200 e a garota ainda estava tendo ataques mega infantis e birrentos e arggg. Esperei mais um pouco e cheguei na página 300. NADA DE EVOLUÇÃO. Vocês imaginam isso? 300 páginas de quase a mesma coisa do primeiro livro? Sério. Os personagens continuaram a mesma coisa, continuamos sem saber o que acontece no mundo e a história não engrena. Esse tipo de coisa, infelizmente, não consigo aceitar nem em primeiro livro e quem dirá em continuação.

     Mas vamos para o que mais me irritou em Liberta-me: o triângulo amoroso. Como se já não bastasse a história ser fraca em diversos aspectos, ainda tem uma romance digno de um dramalhão mexicano das tardes do SBT. Gente, sério. Não consegui aguentar tanto drama e chororo. Era um vai e volta, um diz que me disse. E, sinceramente, já passei da fase. O livro pode até não ser o melhor em questão de dinâmica e trama, mas agora colocar um romance chato, aí já é pedir pra eu aguentar demais. Eu adoro casalzinhos e tudo mais, shippo etc, mas isso são quando o autor são bem construídos e conduzidos. O que não é o caso.

     A única coisa que se salva é a escrita maravilhosa de Mafi. Toda a poesia e as metáforas contidas em sua narrativa são incríveis. E isso, sem sombra de dúvidas, foi o que me fez não ter tanta raiva do livro e não dar apenas uma estrela.

     Não, ao contrário do que vocês possam está pensando, eu não vou deixar de indicar a trilogia, mas darei um alerta. Leia sem grandes expectativas. Mesmo com os diversos problemas, eu irei ler o terceiro volume porque nunca se sabe o que lhe espera, né? Espero vir aqui e falar o quanto gostei, mas enquanto isso, fico com o gostinho amargo da decepção ao esperar que as coisas fossem melhorar.


     Olá, galera linda! Como vocês estão? Hoje eu vim aqui fazer um post que passei o ano todo desejando fazer. Os indicados para o Meu Oscar Literário. E bem, eu separei as categorias por livros que li durante todo esse ano de 2015. Vamos lá conhecer os indicados?

Melhor Livro Solo do Ano


Melhor Livro Inicial do Ano


Melhor Livro Final do Ano


Melhor Sequência do Ano


Melhor Suspense do Ano


Melhor Romance do Ano


Melhor Fantasia do Ano


Melhor Drama do Ano


Melhor Ficção Científica do Ano


Melhor Protagonista do Ano

  1. Celaena Sardothien (Trono de Vidro)
  2. Jake Epping (Novembro de 63)
  3. Selvagem (Admirável Mundo Novo)
Melhor Autor(a) do Ano


  1. Marissa Meyer (Crônicas Lunares)
  2. Jennifer Niven (Por Lugares Incríveis)
  3. George Orwell (1984)
Melhor Capa do Ano


     Ufa! Foi difícil escolher os selecionados, mas consegui! Eu irei postar o resultado no final do mês. Mas, e aí, para vocês, quem é que ganha em cada categoria? Deixem nos comentários! Beijos e até a próxima.



Título Original: Scarlet

Editora: Rocco

Número de páginas: 480

Ano de Lançamento: 2014

Onde Comprar: Cultura | Saraiva | Amazon





     Olá pessoal, tudo bom com vocês? Hoje eu vim aqui falar sobre Scarlet, a continuação do maravilhoso Cinder.

     Eu sinto muitooooo prazer em fazer resenha de sequências que conseguem superar ou manter o mesmo nível de qualidade do anterior. Sem sombra de dúvidas, Scarlet está na categoria dos que conseguem se mostra tão eficiente quanto ao seu anterior.
Neste volume das Crônicas Lunares temos como protagonista a jovem Scarlet, uma garota que vive na Europa e está à procura de sua avó e numa busca incessante, acabará descobrindo que existem muitas coisas por trás desse sumiço. Enquanto isso na Comunidade das Nações Orientais, Cinder ainda está presa e o Imperador Kai se vê cada vez mais pressionado por Levana, a maligna rainha de Luna.

     Se Cinder foi excelente, Scarlet superou as altas expectativas que eu tinha. Gente, sério, eu fico muito contente quando isso acontece.

     Mas enfim, vamos conversar sobre o livro.

     Com o decorrer das páginas de Cinder, logo reparei que a série fazia apenas uma alusão aos famosos contos que conhecemos. Como falei na resenha, a trama de Crônicas Lunares é 98% original e 2% conto de fadas. E isso foi uma surpresa porque eu esperava encontrar os mesmos acontecimentos dos contos de uma maneira um pouco distorcida. No caso de Cinder, tivemos os fatos cruciais em um reconto no contexto da saga. Já em Scarlet, existe pouca relação entre a velha história que conhecemos e a da jovem que está atrás de sua avó desaparecida.

     Diferente do que eu esperava, a jornada de Cinder não foi desvalorizada. Eu fiquei embasbacado com a maneira que as histórias de Cinder e Scarlet se entrelaçaram. É incrível a genialidade e a forma como Marissa Meyer conduz a história. Essa autora é incrível! De verdade!

     Sobre os novos personagens que apareceram, eu os achei tão bem construídos quanto os que conhecemos no volume anterior. Scarlet tem uma personalidade forte do ponto de meter a cara no problema e encarar tudo e todos para  conseguir resolvê-lo. Eu admiro muito personagens assim. Corajosas e bem resolvidas.
Já Cinder se mostrou forte e muito bem decidida à encarar os desafios que vieram com a revelação do doutor Erland. 
A única coisa que senti falta no livro foi uma presença mais direta da louca da rainha Levana. Espero que isso seja compensado em Cress. Porque as cenas com ela são icônicas! 

     Não vou cansar de indicar essa série nunca. NUNCA. É o tipo de história criativa, inovadora e diferente de tudo o que vemos por aí. 



Título Original: Shatter Me

Editora: Novo Conceito

Número de páginas: 304

Ano de Lançamento: 2012

Onde comprar: Cultura | Saraiva | Amazon




     Olá lindos, tudo bem com vocês?

     Gente, hoje eu vim falar sobre um livro amado por muitas pessoas. Porém, eu não amei tanto assim e espero não ser hostilizado por isso. (Bj Lara, Alba, Renata).

    Vamos lá!

    Estilhaça-me é o primeiro livro de uma trilogia distopica escrita por Tahereh Mafi.

    Julliete está há um tempo em uma prisão. A garota beira à loucura. Ela não tem contato com ninguém devido ao seu poder. Um toque e a pessoa morre. Só que tudo muda quando ela recebe um companheiro de cela...

    Então né, depois de MUITO, MUITO, mas MUITO tempo me recusando a ler esse livro devido à sua capa, me arrisquei e ai, não queria falar isso, porém, a história da quase X-Men Julliete não me entrou.

    Primeiro, a protagonista não é convincente. Ela não é aquele tipo de personagem que cativa, que mostra porque é assim, que faz por onde ter a empatia dos leitores. Toda cheia de mimimi, Julliete precisa evoluir muito para conseguir ao menos ter um pouco de respeito comigo. Sério, ela consegue bater personagens como a Katniss na sessão chatice. (Me perdoem fãs de THG).

    Segundo, a má contextualização tanto da história quanto do mundo. A autora diz que houve uma guerra, desastres ecológicos, etc., porém, durante a narração, o mundo parece que continua o mesmo. A falta de detalhes essenciais para situar o leitor foi uma das coisas que me fez não gostar de Estilhaça-me. Já sobre a trama, a sua construção é bem rasa e nenhum pouco envolvente. Tipo, tanto fez como tanto faz continuar a trilogia. Resumindo, não se mostra empolgante e muito menos interessante.

    Existem coisas boas no livro? Claro. Aliás, devido a isso que estou aqui o resenhando. Quero destacar a escrita metafórica e poética de Mafi. Apesar de eu não ter gostado dos rumos que ela fez a história tomar, reconheço sua bela forma de escrever. Isso foi o que não deixou o livro regular por inteiro.

    Enfim, eu não sei se recomendo Estilhaça-me, mas se você tiver interesse de conhecer a obra, se arrisque. Irei ler o próximo volume porque acredito que o jogo pode virar e que a jornada de Julliete possa me agradar. Enquanto isso, ainda fico com a sensação de decepção. 



Título Original: Cinder

Editora: Rocco Jovens Leitores

Número de páginas: 448

Ano de Lançamento: 2013

Onde Comprar: Cultura | Saraiva | Amazon




     Cinder é o primeiro volume das Crônicas Lunares.


     Para quem não sabe, essa série “Crônicas Lunares” traz recontos das histórias de Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel e Branca de Neve. Muitos anos se passaram, o mundo já vivenciou a Quarta Guerra Mundial e nessa visão futurística, Meyer nos apresenta uma terra onde a tecnologia é predominante e que as pessoas já podem viver na Lua. Isso mesmo, na Lua!

     O livro traz como protagonista uma mecânica ciborgue. Tá, mas pera, o que é um ciborgue? Bem, ciborgue nesse mundo é uma pessoa que é parte humano, parte “máquina”. Voltando... Ser um ciborgue nessa sociedade é ser alvo de preconceito. Cinder, a personagem central, vive em Nova Pequim com sua madrasta e suas meias irmãs Pearl e Peony. A garota passa por diversas humilhações e ainda é obrigada a dar todo o dinheiro de seu trabalho para sua “família”.

     Devido a alguns acontecimentos, Cinder acaba parando em um centro de pesquisa contra a praga que assola a população e acaba descobrindo que os problemas da Terra vão além do que ela imagina.

     Eu me sinto completamente renovado depois desse livro. Jesus! Quero me ajoelhar aos pés de Marissa Meyer e dizer o quanto sou grato por escrever uma obra tão fantástica e genial como essa.

     Gente, fazia um tempão que não via algo tão criativo e tão singelo como Cinder. Por ser um reconto, muitos podem pensar que é mais do mesmo, falta de criatividade etc. MAS NÃO GENTE, NÃO É. Provavelmente é uma das coisas mais bem imaginadas que li na vida!!!

     Passado o meu surto, vamos falar um pouquinho sobre essa história maravilhosa!
Geralmente, recontar algo que já é tão conhecido é uma tarefa bem difícil. Porém, Marissa Meyer só fez uma alusão pois é algo completamente diferente daquela velha historinha que conhecemos. A trama de Cinder é 98% original e utiliza apenas 2% do conto de fadas. Então, esqueçam-se daquele velho dramalhão.

     Com um enredo maravilhoso, o livro me deixou muito, MUITO ansioso para saber o que ia acontecer. Você fica preso, querendo devorar todas as páginas. E não, isso não é bom. Eu tava morrendo porque não queria que acabasse. Mas gente, sério, é viciante! A escrita da Marissa flui de uma forma que quando você percebe já passou de mais da metade. É leve, divertida e prazerosa de se ler.

     Os personagens são carismáticos, eu não tive aversão a nenhum. Já a grande vilã é daquelas que você torce que coma o pão que o diabo amassou. Cinder não é aquele tipo de mocinha indefesa, ao contrário, ela é completamente independente e forte. Garotas, se baseiem nela! O que falar da rainha Levana? Uma louca de pedra!! Pessoal, ela é uma caixinha de surpresas.

     Sem me prolongar mais, eu só tenho os meus melhores elogios para Cinder. A história é envolvente, os personagens são cativantes, te prende do começo ao fim e ainda te deixa sedento por mais! Marissa Meyer presenteia os fãs de distopia com algo inovador, extremamente criativo e, claro, emocionante. Estou para ver outro livro que inove tanto quanto este.


Título Original: Red Queen

Editora: Seguinte

Número de Páginas: 424

Ano de Lançamento: 2015

Onde comprar: Cultura | Saraiva | Amazon




     A Rainha Vermelha é o primeiro livro de uma trilogia distópica escrita por Victoria Aveyard.

     Em um futuro, o mundo é dividido em pessoas que possuem sangue vermelho ou prata. Os vermelhos são os pobres e a maior parte da população, já os prateados, além de ricos, possuem poderes especiais (like a X-Men). Nesse novo mundo, o caos é presente, guerras e mais guerras, pobreza extrema entre outros problemas. E ah, existem rei, rainha, príncipe, etc. O livro vai trazer a visão de Mare, uma vermelha. Devido à situação, a garota tem que roubar para sobreviver e sustentar a sua família.

     Apesar de os vermelhos serem oprimidos, existe um grupo chamado Guarda Escarlate que busca erradicar essa submissão dos vermelhos aos prateados.

     Voltando para a trama principal, grandes acontecimentos acabam levando a uma reviravolta imensa na vida de Mare. Ela descobre que apesar de seu sangue vermelho, ela possui poderes como um prateado e nessa sociedade onde existe um grande jogo de poder, ter esse dom é extremamente perigoso.

     Gente, vocês sabem aquele tipo de livro que todo mundo do ramo literário comenta? Tanto aqui no Brasil quanto lá fora, A Rainha Vermelha foi um dos lançamentos mais aguardados do ano. Não é atoa, a obra recebeu um marketing incrível. Tanto pelo título, quanto pela belíssima capa. Aliás, quem não se atrai por um livro chamado A Rainha Vermelha? Mas apesar de tanto burburinho, surge aquela velha dúvida: será que é bom mesmo?  Aí vai a resposta:

     Sim! Não é só bom, é muito bom. Só que existe um problema... Mesmo tendo uma história atrativa, o seu enredo traz uma grande mistura de várias outras obras do gênero. Para quem lê YA, vai acabar se deparando com vários recursos e plots já utilizados. Confesso que essa falta de uma marca própria acabou me desanimando durante a leitura, masssssss, segui em frente e acabei tendo várias surpresinhas.

     Mesmo não tendo a sua própria marca, o livro mostra uma grande capacidade de surpreender quando se menos espera. Se por um lado falta originalidade, por outro Aveyard sabe muito bem como fazer uma reviravolta digna de Gillian Flynn. Os grandes rebuliços na trama foram o que me fizeram realmente parar e finalmente dizer: que livro bom! Então camarada, não se desanime, o melhor lhe esperar no decorrer das páginas.

     Uma coisa que eu apreciei no livro foram os personagens. Não se pode confiar em ninguém. É como se eles tivessem jogando UNO. Cada um por si e sempre com estratégias para derrubar o outro. Esse jogo de poder é empolgante, pois você não sabe qual será a próxima cartada. É aquele tipo de elenco em que mocinhos podem se tornar vilões e que vilões podem se tornar piores do que já são.

     Enfim, indico, sem sombra de dúvidas, A Rainha Vermelha para quem gosta de distopia, ação e surpresas. Esse é o tipo de trilogia que em poucos meses vai tá na boca do povo e, claro, nas telas dos cinemas. Enquanto essa onda não vem, espero o segundo volume. 


A Caçada é um livro ágil, empolgante e cheio de ação.


Título Original: The Hunt

Editora: Intrínseca

Número de Páginas: 287

Ano de Lançamento: 2013

Onde comprar: Cultura | Saraiva | Amazon






     A Caçada é o primeiro volume de uma trilogia distópica que envolve vampiros.

     Você leu bem. Vampiros em uma distopia. Estranho, né? Eu também me senti assim quando conheci a história escrita por Fukuda. Mas enfim, vamos conhecer um pouco sobre essa nova versão de futuro.

     Antes, a Terra era habitada por humanos, agora os vampiros a dominam. De anos em anos, nesta nova sociedade, ocorre um grande campeonato chamado Caçada, onde algumas pessoas são escolhidas de forma aleatória para caçarem e terem só para si o sangue humano, tão almejado por esses seres.
O livro conta a história de Gene, um dos únicos humanos que restaram, o garoto, apesar de humano, consegue se misturar aos vampiros. Ele vivia um vida normal até ser chamado para a Caçada, e nessa competição ou ele se torna caça ou se torna caçador...

     Como vocês sabem, eu sou o louco das distopias. Sempre estou atrás de obras do gênero e, no dia da turnê Intrínseca, conheci esta belezinha e no mesmo dia comprei. Passou um tempo e decidi pegar para ler. E eis aqui minha opinião sobre o mundo novo com vampiros.

     Esqueçam os vampiros bonzinhos, brilhantes e sexys. Os vampiros que agora vagam pela terra são frios, um pouco medonhos e LOUCOS por sangue. Quando eu falo LOUCOS é porque eles são piradinhos por sangue, principalmente se for de humano, ou no caso, eper. (Como os humanos são denominados nessa nova sociedade.)
Juro que fiquei impressionado com o delírio desses seres por sangue. Em muitos momentos, o delírio era tão grande que eles babavam apenas com um leve odor humano. Só por aí já dá pra sentir o drama.

     Apesar de apresentar essa mistura improvável de vampiros e futuro, a história não se mostra lá muito original. Possui um pouco de cada obra sobre sobrevivência que vemos hoje no mercado. Porém, admito que, apesar de usar várias jogadas já vista em outros livros do gênero, Fukuda consegue também apresentar algumas novidades, mas aí vocês precisam ler para saber o que é.

      Uma coisa que me desagradou foi o fato de que simplesmente não é dito NADA sobre como as coisas chegaram à aquele ponto e onde a história se passa. Sério, eu fiquei muito irritado por não ter essas explicações que julgo essenciais em uma história como essa. Espero que nos próximos essa lacuna seja preenchida.

      A Caçada é um livro ágil, empolgante e cheio de ação. Foi uma mistura que deu certo e que, se houver um marketing maior, pode arrastar uma legião de fãs de Jogos Vorazes e tramas vampirescas. E é bom ressaltar que apesar das páginas serem recheadas de momentos vertiginosos, Fukuda apresenta uma reflexão sobre humanidade que eu achei muito, muitooooooo impressionante.
Enfim, eu recomendo bastante essa série para quem gosta de distopia, vampiros sanguinários e muita ação.

      Menções Honrosas: A capa é linda e mais uma vez a Intrínseca deu um show na edição. A diagramação é MARAVILHOSA. Bem espaçada e etc. 





Título Original: Life As We Knew It

Editora: Bertrand Brasil

Número de Páginas: 378

Ano de Lançamento: 2014

Onde comprar: Cultura (Não disponível) | Saraiva | Amazon







     A Vida Como Ela Era é o primeiro livro da série distópica Os Últimos Sobreviventes, escrita por Susan Beth Pfeffer.

     Miranda, uma adolescente de 16 anos, vivia uma vida normal com sua família até o dia em que um asteroide colide com a lua e a aproxima da Terra. Sendo assim, ocorre diversas alterações como o aumento das marés, tsunamis, terremotos e vários outros desastres naturais. E ela e a sua família irão entrar na luta pela sobrevivência.

     No finalzinho do ano passado, a Bertrand fez o anúncio do lançamento deste livro e eu, como sou o louco das distopias, fiquei com uma imensa vontade de ler porque além de ser do gênero distópico, é sobre sobrevivência e essas coisas. Bem, vamos lá conversar um pouco sobre essa história.

     Diferente da maioria das distopias, essa começa no mundo atual, como se fosse hoje e aí as coisas começam a tomar um rumo "natural". Então, dias antes de o asteroide colidir com a lua, Miranda começa a escrever em um diário então embarcamos na história pelos registros da garota, o que eu achei super interessante pois, ao meu ver, deixa a coisa mais real.

     Somos apresentados à jornada da família de Miranda, vemos como eles reagem e o que fazem para sobreviver. E por ser uma narração em primeira pessoa, nos vemos na pele de Miranda. Durante todo o livro, eu fiquei pensando como reagiria à uma situação como a que a garota está vivendo e fiquei muito aflito, pois, muitas vezes, me peguei pensando que uma situação dessa pode acontecer. Venhamos e convenhamos que existem diversas chances de um asteroide colidir com a lua e uma ocasião dessa acontecer.
Então não esperem aquela coisa fantasiosa de mais. O livro é bem pés no chão mesmo!

     Como falei anteriormente, não existe muita ficção na história, o que eu achei sensacional, pois deixou a coisa BEM real. E diferentemente das outras distopias que são recheadas de ação, essa é completamente escassa de momentos "OMG". É como a vida real...
Mas gente, isso não é um problema, pelo menos para mim. Até porque se a autora decidi-se colocar cenas "empolgantes", ficaria muito desconexo com o contexto da obra.
Outra coisa que gostei bastante foram como os acontecimentos como desastres naturais, falta de comida, poluição, alterações climáticas foram tratados.

     Os personagens se mostram os mais humanos possíveis. Possuem momentos de raiva, amor, tristeza, piedade e etc. A única coisa que não me agradou muito foi que em vários momentos a Miranda se mostrou egoísta enquanto todos se preocupavam com ela. Mas apesar de seus defeitos, em vários momentos tive dó da garota e de sua família. Simplesmente não sei como reagiria à uma situação como a que eles estão passando.

     Enfim, A Vida Como Ela Era é um livro feito para refletir sobre vida, família, amigos, fé e esperança. Susan Beth Pfeffer conseguiu dar um sopro de vida no meio de tantas distopias semelhantes e com isso conseguiu um fã.

     Sem mais delongas, esse é o tipo de história que eu indico para todos, sem exceção. Mesmo se você não gostar do gênero, acho que os registros de Miranda merecem uma chance de serem lidos.

     Menções Honrosas: A edição do livro é ótima. Diagramação, folha, fonte e etc. Gostei da capa, principalmente por a lua ter uma textura meio áspera. Vale a pena ser comprado!

Mal vejo a hora de poder ler a continuação...




Título Original: The Young World

Editora: Seguinte

Número de Páginas: 326

Ano de Lançamento: 2014

Onde Comprar: Cultura | Saraiva | Amazon







     Mundo Novo é o primeiro volume de uma trilogia distópica escrita por Chris Weitz.

     Uma doença matou todos os adultos e crianças com menos de doze anos. Em uma Nova York residida apenas por adolescentes, o caos predomina. A cidade é dividida em tribos e Weitz nos apresenta à tribo da Washigton Square, onde reside Jefferson, o protagonista da história. É partindo desse ponto que começamos à explorar o Mundo Novo.

     Antes de tudo, gostaria de lembrar que apesar de a premissa lembrar um pouco Gone, são histórias completamente diferentes. Então nada de falar que é uma cópia. Há semelhanças apenas no pano de fundo. Então comecem sem preconceito.

     Meses atrás, a editora Seguinte apresentou aos seus leitores Mundo Novo. Não houve grandes campanhas de divulgações e nem muita repercussão no mundo literário, porém, eu me senti bastante atraído por dois fatos: ser distopia e ser lançado pela Seguinte (nunca tive decepção com os livros da editora). Enfim, eu li agora e bem, não me arrependi.

     Como na maior parte das vezes, começo uma série/trilogia sem saber muitos detalhes. Com Mundo Novo não foi diferente. Comecei no escuro e foi uma surpresa imensa o livro ter me surpreendido mais do que eu esperava, porém, isso não foi de primeira.

     Weitz inicia a história com ação e com isso já foi me empolgando. Em menos de cinquenta páginas temos um tiroteio e um acontecimento fundamental para o rumo da trama central. Para mim, eu achei muito bom, pois não há aquela velha enrolação que temos no início de séries. Chris é bem direto e ágil. Pontinho para ele.

     Ao contrário do que eu pensava, com o decorrer das páginas, somos levados à conhecer as diversas tribos que existem em uma Nova York caótica. Podemos ver em que nível as coisas estão e como os jovens reagem ao fato de não ter adultos para comandar. Então esperem bastante violência gratuita.
P.s: Adorei fazer um tour pela Grande Maça comandada por adolescentes cheios de hormônios.

     Os personagens não apresentam muitas novidades,  mas mesmo assim gostei de todos. Espero que eles continuem com a mesma personalidade nos próximos volumes.

     Enfim, eu simplesmente adorei o plot e a forma como as coisas se desenrolaram. Mundo Novo foi uma surpresa adorável. Chris Weitz presenteia o leitor com uma mistura de ação, romance e comédia. Já estou na espera para o segundo tomo.

     E vou deixar aqui as menções honrosas à Seguinte por mais uma vez dá um show na edição. Vocês são demais!

É uma jornada fantástica e impressionante.




Título Original: Ready Player One

Editora: LeYa

Número de Páginas: 464

Ano de Lançamento: 2011

Onde Comprar: Cultura | Saraiva | Submarino







     Jogador Número 1 é um livro distópico, tem a autoria de Ernest Cline.

     O ano é 2044, o mundo já passou por crises, guerras e todos os problemas possíveis. Em meio à tudo isso, a população ainda tem uma válvula de escape chamada OASIS. Bem, essa fuga da realidade é um jogo virtual onde existe vários mundos e as pessoas podem vivê-la. (É tipo um The Sims, só que o mais real possível.) Um dia, o criador desse jogo morre e em seu testamento, a sua herança irá para o jogador do OASIS que conseguir completar um desafio mirabolante e quase impossível. Ao saberem desta notícia, milhares de pessoas do mundo todo entram na disputa para conseguirem vencer o desafio e assim ficarem com a fortuna. Passam-se anos e ninguém consegue desvendar a primeira parte do enigma deixado pelo milionário, até que um dia, uma avatar chamado Parzival ocupa o 1° lugar na lista de pessoas que conseguiram passar pela primeira fase do desafio. E aí, começamos a acompanhar a história deste rapaz.

      MEU. DEUS. Eu não consigo achar palavras que se encaixem para este livro. É simplesmente incrível. É o maior crossover geek de todos os tempos! De começo, a obra de Cline tem uma premissa bastante interessante e empolgante, mas o melhor ainda é que a narrativa consegue exceder ainda mais as expectativas que a sinopse traz. Logo nas duas primeiras páginas já estava totalmente dentro do mundo em que fui apresentado e não parou por aí, de cara, o leitor é agraciado com diversas referências de filmes e jogos, o que para mim, já mostrou o domínio do autor sobre o tema.

       Claro que para uma história ser boa, precisa de personagens bons. Em Jogador, temos o Wade, o famoso Parzival. O garoto é totalmente ficcionado na vida de Halliday (o criador do OASIS). Não preciso nem falar que ele é um geek, né? Mas apesar de tudo isto, o menino tem uma personalidade forte e incrivelmente humana - coisa que não vemos frequentemente -. Para mim, o desenvolvimento de todos os personagens foi ótimo, apesar de ser um livro em primeira pessoa.

       Uou. Ernest Cline realmente me impressionou! O cara criou uma aventura única e incrivelmente peculiar. Mesmo usando como referências obras icônicas da cultura pop, sua trama possui um diferencial, o que é totalmente incrível. O vasto conhecimento de filmes, jogos, seriados e músicas que marcaram épocas tornou sua narrativa ainda mais rica e, claro, impressionante.

       Jogador Número 1 é de longe um dos meus livros prediletos. É uma jornada fantástica e impressionante. Creio que os amantes da cultura nerd/pop irão simplesmente amar a história pela busca do Easter Egg de Halliday. Mais do que recomendada, a obra de Cline enriquece sua lista de filmes que precisam ser vistos, livros que precisam lidos, jogos que precisam ser jogados e músicas que precisam ser escutadas.

       Enfim, vou ali tatuar esse livro na alma.
Gone não decepciona em momento algum. Ação do começo ao fim, é preciso fôlego para aguentar tantas emoções.

Título Original: Gone

Ano de Lançamento: 2010

Editora: Galera Record

Número de Páginas: 515

Onde comprar: Saraiva / Submarino / Amazon







     Gone é o primeiro volume da série de mesmo nome, tem a autoria de Michael Grant.

     Em um piscar de olhos, todas as pessoas acima de 15 anos somem. Era um dia normal quando os adultos desapareceram da pequena cidade onde Sam mora. Desde então todos tem que se virar como podem e em um mundo com apenas crianças e pré-adolescentes o caos está presente.

     Uou. UOU. É muito difícil resenhar um livro que mexeu tanto com você! Sério. Desde que li a Trilogia do Reino, pensei que nada me impressionaria tanto assim. Não sei nem como começar a falar sobre esta obra. É simplesmente fantástica!

     Como um imenso fã da série Under The Dome, logo me vi apegado à Gone. Eu gosto bastante de coisas que envolvam isolamento, sobrevivência e relações de pessoas em momentos complicados e então Michael Grant me presenteou com esta história. Nas primeiras trintas páginas eu já estava aflito, querendo loucamente saber o que aconteceu e qual seria as consequências daquilo tudo. É impossível não ficar absorto e envolvido na vida daquelas pobres crianças.

     A forma como Grant foi desenvolvendo o plot foi extremamente realista e creio que se isso acontecesse, seria exatamente como foi no livro. Tirando a parte surrealista da coisa, claro.

     Sim, mesmo com tudo isso, a história possui um “quê” bem ficcional e que acabou caindo muito bem na trama. Mas o que me conquistou mesmo, foi o fato de ter uma cidade com crianças mandando em tudo. O pandemônio é grande!

     Claro que, para uma sociedade se manter precisa de líderes e em Gone temos um governo formado por pré-adolescentes entre 12-14 anos e a cidade é praticamente liderada por “valentões”, então a violência é gratuita! É, eu me enganei bastante nesse ponto. Pensava que não haveria tanta ação e cenas violentas. Que nada! Michael Grant usa e abusa dos recursos do gênero survivor.

     AI. MEU. DEUS. Agora vem a parte difícil, os personagens. JESUS!!! É muito amor e ódio ao mesmo tempo. Enquanto morro de amores por alguns, a raiva toma conta e a repulsa por outros é grande! Grant criou um elenco grande, onde temos mocinhos e vilões. Todos possuem uma personalidade forte e são extremamente bem construídos. É o tipo de personagem em que você se coloca no lugar dele e sente os medos, as aflições e tudo mais. A trama não teria sido a mesma se não tivesse os protagonistas que tem.

     É isso, Gone não decepciona em momento algum. Ação do começo ao fim, é preciso fôlego para aguentar tantas emoções. Apesar de ter acontecido várias reviravoltas, Michael não nos dá uma pista sequer sobre o que levou à aquela situação. Fazia tempo que não ficava tão alvoroçado por um livro. De longe, esse é um dos melhores que já li. Não vejo a hora de poder voltar ao mundo sem adultos. Que venha Fome!

     Convergente é o terceiro e último volume da série escrita por Veronica Roth.

     Ao revelar o vídeo de Edith Prior, Tris se vê na difícil missão de descobrir o que existe do lado de fora da cerca. Com o sistema de facções destruído, Evelyn começa a tomar conta de Chicago enquanto Tris, Tobias e seus amigos vão atrás de respostas sobre a criação do sistema das facções.

     Lógico que depois de um final como o de Insurgente, Convergente não começaria nada fácil. Depois de tantas perguntas jogadas, esse livro tinha a função de responder todas elas. Mas logo de início não temos respostas concretas. Porém, não se desespere, pois com o decorrer do livro, todas elas são respondidas.

     E então chegamos ao fim de uma trilogia que me fez sofrer até o último parágrafo. Depois de tanta morte, tiro, porrada, traições e emoções, Divergente chega ao fim. Lembro-me de quando li o primeiro volume, foi uma surpresa enorme para mim, nunca tinha ficado tão envolvido com uma coisa quanto fiquei com essa série. É difícil dizer adeus, mas como a própria história diz, é preciso dá adeus querendo ou não.

     Convergente sofre algumas mudanças bruscas, a primeira é que neste volume contamos com a narração de Tobias. A segunda é que neste não temos vilões ou coisas do tipo. A terceira é que enquanto nos dois primeiros livros a história se passava em Chicago, já nesse embarcamos em uma viagem para fora da cidade. Mudanças que podem agradar ou desagradar muita gente.

     A alteração que mais me incomodou foi à narração do Tobias. Como já estava acostumado com o ponto de vista da Tris, ler a visão dele sobre as coisas é totalmente diferente. Minha relação com o mocinho da história não é nada amigável. Ao ler Insurgente, eu já estava de saco cheio do rapaz, nesse livro fiquei com mais raiva ainda. Com atitudes infantis e sentimentos falhos, fez com que minha aversão contra ele aumentasse. Essa foi à única que me desagradou.

     A parte que eu mais esperava, foi sem sombra de dúvidas a melhor. A explicação sobre os divergentes foi o ponto alto de toda a história. Com uma explicação extraordinária, Roth me deixou totalmente pasmo. Possuía diversas teorias sobre o assunto, mas nenhuma estava certa. Fiquei surpreendido com a incrível criatividade da autora. A colocação dos momentos nas horas certas deixou a leitura ágil e sem interrupções.

     Um alerta: Se você possuí coração fraco, segura na mão de Deus porque esse livro é uma montanha russa de emoções. Recheado de momentos altamente dramáticos, o leitor irá passar por várias situações de apertar o coração, mas no final, tudo valerá a pena... ou não. O principal intuito deste tomo da história é mostrar o peso de uma escolha. Essa a grande lição da trilogia. Uma escolha errada e todo o seu mundo desaba. Uma escolha transforma não só você, mas transforma todos ao seu redor. Uma escolha transforma uma sociedade. Ensinamentos como esses são mais do que necessários e Convergente traz essa mensagem para que possamos refletir sobre isso.

     Não vou dizer que tem um final feliz, mas tem um final condizente e plausível. Todos sabemos que é difícil acabar uma coisa que gostamos tanto, porém, a vida é assim, terminamos um ciclo e logo depois começamos outro. Pessoas estão aqui para nos ajudar a começarmos um novo ciclo.

     Totalmente devastador, Convergente fecha com mérito a jornada de Tris, uma garota corajosa e valente que lutou por aquilo que acreditava. Não desistiu e foi brava até o final. A grande lição que a série trouxe para mim foi que devemos ser sempre corajosos e valentes, apesar de tudo.



     Insurgente é o segundo volume da trilogia escrita por Veronica Roth.

     Beatrice Prior fez uma escolha que lhe transformou. Ao escolher a Audácia sua vida mudou completamente. Passou por diversos testes e enquanto isso a garota precisava esconder seu maior segredo. Quando fez o teste de aptidão, seu resultado foi inconclusivo e eles denominam as pessoas com testes incompatíveis de Divergente. Só que ter essa categorização nesta sociedade é algo completamente perigoso.

     Logo após o ataque à Abnegação, Tris e Tobias seguem em direção ao complexo da Amizade para escapar do domínio de Jeanine. Ao chegarem ao local, percebem que a situação de Chicago está mais caótica do que eles imaginavam. A escolha da jovem abnegada que se transformou em audaciosa irá se transformar em uma grande batalha que ela terá de enfrentar.

     Começando exatamente de onde Divergente acabou, Insurgente traz em suas primeiras páginas um clima bastante tenso. Quando a ficha de Tris começa a cair, o medo começa a dominar sua mente. Correndo vários riscos, ela terá que tomar atitudes drásticas para se salvar e sucessivamente libertar a cidade das facções.

     Depois do final totalmente estarrecedor do primeiro livro, eu precisava saber o que iria se suceder de toda essa jornada. Terminei o tomo de início da série cheio de perguntas e dúvidas, e ao acabar Insurgente, eu precisava decididamente de respostas. Coisa que este volume não traz.

     Não leve a mal meu comentário, o legal dessa parte da trilogia são as perguntas sem respostas, deixa o leitor completamente viciado e enclausurado na bolha de Chicago. Com o decorrer das páginas, as perguntas vão chegando fazendo o clima ficar mais tenso do que já estar e isso é totalmente incrível.

     Cheio de ação, o livro tira o fôlego do começo ao fim. Os momentos de embate são totalmente incríveis. Roth conseguiu elaborar uma forma de distribuir bem os fatos e encaixou as revelações no momento certo. Isso é de se admirar.

     Se você achou Divergente violento, Insurgente traz mais violência ainda. Os personagens estão totalmente vorazes e violentos, o que deixa o ânimo de todos exaltados. Jeanine está mais louca do que nunca. Querendo extinguir os divergentes da sociedade, ela fica mais sádica e cruel. As partes cruciais da trama contam com a sua presença.

     A narração continua no mesmo ritmo, só que com uma Tris cheia de sequelas. O bom de ter o ponto de vista dela é que podemos sentir o peso de sua escolha. A forma com a autora passa os sentimentos da protagonista para o leitor é totalmente surpreendente. O único problema da personagem é que ela não consegue evoluir o bastante, eu esperava que ela começasse a tomar atitudes certas.

     Uma coisa que me agradou bastante foi que neste livro nós podemos nos aproximar e aprofundar mais nas outras facções. Foi bem legal fazer um tour por todas elas e ver como elas realmente são.

     Insurgente cumpre com excelência seu papel de deixar a trama mais elaborada e também supera as expectativas no quesito revelações. Sem mais delongas, o livro é uma leitura obrigatória para quem gostou do primeiro volume. Com um final totalmente desesperador, o leitor clamará para saber como acabará a jornada da jovem Tris.