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     "Se você tem coração fraco, aperte o cinto porque Legend é simplesmente uma montanha-russa radical."



Título original: Legend
Editora: Rocco Jovens Leitores
Número de Páginas: 256
Ano de Lançamento: 2014



    

     Legend é o primeiro livro da trilogia distópica de mesmo nome, a distopia tem a autoria de Marie Lu.

     Em 2130 D.C., os Estados Unidos agora são divididos em duas nações: República da América e Colônias. Em Legend, conhecemos duas pessoas muito distintas, mas com personalidades bem parecidas. Temos Day, o bandido mais procurado da República e temos June, a garota prodígio do governo. Devido a alguns acontecimentos, os dois acabam se conhecendo, porém, a queridinha da República quer algo muito além de amizade. Ela quer vingança.

     Uouuuuu! O que falar dessa trilogia? Ai! Não sei nem por onde começar. Particularmente, eu amo distopias e mesmo antes de ler Legend, já sabia que iria gostar. Sabe aquele tipo de livro que chama atenção só pela capa e edição? Pois é, esse foi meu caso com essa trilogia. Ano passado em uma de minhas andanças pela livraria, encontrei ocasionalmente a história de uma nação que tem um bandido e uma garota forte, logicamente entrou na minha lista de leitura. Porém, só vim ver de perto essa jornada há alguns meses atrás. E caramba, POR QUE EU NÃO LI ANTES? É, pois é...

     Mas enfim, gostaria de começar a resenha falando que, se você já está acostumado com livros YA recheado de romance, esse pode te decepcionar... Ou não! Meu povo, não existe coisa melhor do que ter bastante ação e ter romance na medida certa. Marie Lu soube utilizar muito bem o trunfo que tinha em mãos, colocou tudo na quantidade que deveria ser sem errar na mão. (Palmas para ela!).

     Um aviso: Se você tem coração fraco, aperte o cinto porque Legend é simplesmente uma montanha-russa radical. Repleto de cenas com alta voltagem de adrenalina e ação, começamos e terminamos o primeiro tomo da história em um ritmo frenético. É impossível largar!

     Eu gostei bastante do regime ditador da República porque a autora conseguiu criar algo que não fugiu tanto da nossa realidade atual. Outra coisa que me agradou muito também foram os personagens. Cada um é dotado de uma personalidade própria e isso fez com que a trilogia ganhasse uns pontos comigo.

     A única coisa que não me agradou foi à questão de os acontecimentos serem muito previsíveis. Isso não me fez ficar tipo “OMG!”, porque eu já imaginava que tal fato ia acontecer. Mas teve momentos durante o clímax que fiquei totalmente abismado com a seriedade da situação que estava lendo.

     Sem mais delongas, Legend é mais do que recomendado para os amantes de histórias futurísticas e de jornadas grandiosas. Se junte ao Day e a June nessa viagem que está apenas começando. Acreditem, o final será épico e se tornará lenda.



     "Tenho que admitir que a autora conseguiu deixar uma mensagem importante para os leitores."


Título original: Mockingjay
Editora: Rocco
Número de Páginas: 424
Ano de Lançamento: 2011



    


     A Esperança é o terceiro e último volume da trilogia Jogos Vorazes, que possuí autoria de Suzanne Collins.

     Depois de ir duas vezes para a Arena, Katniss se transformou em uma figura chave para a rebelião dos Distritos contra a Capital. Depois de explodir a Arena, ela foi resgatada pelos moradores do Distrito 13. Mas agora ela verá que a guerra é real, e que ela é o principal símbolo da rebelião.

     É com tamanho alarde que começamos “A Esperança” e é com pouca saudade que terminamos. Logo após o fim de “Em Chamas”, todos, ou pelo menos eu, esperava que houvesse uma coisa totalmente incrível neste livro, porém, a verdade é que tudo não passou de falsas expectativas.

     Primeiro gostaria de falar que, em minha opinião, este tomo da história não excedeu nenhuma expectativa e muito menos cumpriu o papel de fechar a trilogia com êxito. Dentre várias decepções, a maior, sem sobra de dúvida, foi a parte da guerra. Durante o segundo volume, Collins fez um enorme estardalhaço sobre tal rebelião e quando finalmente chegamos a este livro, não vemos guerra, mas sim um romance que chega ser tão meloso e cansativo quanto o de Edward e Bella. Poxa, se você promete uma guerra, a retrate de uma forma digna. Outra coisa que me chateou bastante foi o fato de o livro ser tão detalhado em umas partes e corrido em outras.

     Outro fator que me desagradou de maneira gigantesca, sem dúvidas, foi a questão dos personagens. De início, eu gostava da Katniss, ela passava a imagem de uma garota forte e determinada, mas ao decorrer da trilogia fui perdendo meu afeto por ela e em “A Esperança” tal sentimento se transformou em raiva. Fico me perguntando até hoje o porquê de ela querer parecer tão forte, tão destemida se quando na verdade não passava de uma garota insegura. Vai entender...

     Alguém me explica o que foi aquele triângulo amoroso? Totalmente desestruturado e mal feito, teria sido bem melhor se não tivesse acontecido. Pois a meu ver, conseguiu ser o triângulo amoroso mais ridículo que já vi.

     Apesar de possuir muitos pontos negativos, o livro tem alguns pontinhos positivos. Tais pontos se resumem na crítica social contida nele. Tenho que admitir que a autora conseguiu deixar uma mensagem importante para os leitores. Para mim, essa foi a única coisa que não estragou tanto o fechamento da jornada de Katniss.

     Como já dizia um velho ditado, nunca vá com muita sede ao pote, a decepção pode ser grande. E tal dizer popular se encaixa perfeitamente à minha leitura de “A Esperança”. A verdade é que o final não me satisfez e ainda me deixou imensamente irritado por ter perdido meu tempo com ele. Suzanne Collins não conseguiu me agradar e me fez perder tal admiração que sentia pela trilogia. 

     É com essas palavras que me despeço dessa história que começou fantástica e terminou de forma drástica e lamentável. Teria sido melhor ter morrido na Arena.



     “O Trono das Sombras dá um fechamento épico à jornada de Jaron, o órfão que sempre foi um príncipe.”


Título original: The Shadows Throne
Editora: Verus
Número de Páginas: 266
Ano de Lançamento: 2014



    


     O Trono das Sombras é o terceiro e último (choros) volume da aclamada Trilogia do Reino, escrita por Jennifer A. Nielsen.  

     Depois de enfrentar os piratas Avenianos, Jaron achou que ia ter paz. Ter, ele teve, mas foram poucos dias. O rei tirano de Avenia raptou Imogen, fazendo com que o ascendente rei de Carthya ficasse imune ao ataque dos reinos vizinhos. A guerra está chegando e Jaron dessa vez não irá se aventurar, ele irá batalhar. Com Carthya e Imogen em risco, o garoto não irá desistir até ter ganhado essa disputa.

     Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Por favor, digam que essa trilogia não acabou. É muito, mas MUITO difícil dizer adeus. Gente, sério, não queria ter acabado essa história maravilhosa. Foram três livros extremamente incríveis. AH! AH! AH! Não queria que a jornada de Jaron tivesse acabado! Não mesmo. Mas bola pra frente.  

     Depois de tremendas reviravoltas nos dois primeiros livros, O Trono das Sombras vem aumentar o estardalhaço que os volumes iniciais fizeram. Esse tomo da história, sem dúvidas foi o melhor, e olha que os anteriores foram excelentes, mas nada como fechar uma trilogia com guerra e momentos de tirar o fôlego. Minhas expectativas eram altíssimas e todas elas foram excedidas. No mesmo ritmo frenético que começamos é que também terminamos. O que acho mais incrível na trilogia é a forma como Nielsen consegue manter o ritmo durante todas as páginas. Não é qualquer autora que consegue fazer isso. Salva de palmas para Jennifer A. Nielsen!  

     Mesmo depois de muitas aventuras vividas por Jaron, eu ainda me sinto surpreendido com o garoto. Caramba! O menino não desiste diante de qualquer situação. Como já falei nas resenhas anteriores, ele é um exemplo. O garoto é um herói completo, só não usa capa e disfarce. Ele é um herói por suas atitudes e isso é algo admirável. Não tenho palavras para demonstrar tamanha admiração que sinto pelo rei de Carthya.

     Que guerra foi essa? Eu fiquei totalmente embasbacado! Não esperava algo de tal magnitude. A coisa toda foi muito mais do que eu imaginava. O desenvolvimento da guerra foi um show a parte. Esse fator elevou a história a um patamar bem mais elevado, se é que isso é possível. O cuidado que a autora teve em transformar todos os momentos de batalha em algo épico é totalmente impressionante. Para os amantes de combates que envolvem espadas, armaduras e cavalos, irão se deliciar lendo O Trono das Sombras. 

     O Trono das Sombras dá um fechamento épico à jornada de Jaron, o pobre órfão que se tornou rei. Trilogia do Reino transporta o leitor a um mundo onde o futuro de uma nação está nas mãos de um jovem garoto. Enfim, se você tiver a oportunidade de ler, leia! Não irá se arrepender. 

     E para fechar com chave de ouro: “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.”. Essa citação não é do livro, porém se encaixa perfeitamente no contexto de tal.   

                                                *O quote citado acima é do livro “A Arte da Guerra”.
     Hey pessoal, como vão? Resolvi fazer posts com capas para o Facebook para que vocês possam usar. Tentarei estar sempre fazendo capas e disponibilizá-las para vocês. Elas terão temas diferentes, como: série, filmes, livros. Como sempre, a opinião de vocês é sempre bem-vinda, se quiserem deixar sugestões, prometo que tentarei atender a todas.

     Todas as capas postadas aqui, também estarão disponíveis em nossa Página do Facebook.

     Nesse primeiro post, aproveitei que está chegando o lançamento de um fenômeno mundial. Isso mesmo, “A Esperança – Parte 1” que chega dia 19 de novembro nos cinemas brasileiros.





     É estranho como essa história conseguiu me atormentar como nenhuma outra, talvez pelo modo como foi escrita, que é diferente de qualquer uma que eu já tenha lido, ou pelo mistério que nela contém. 

    Imp, sendo esse um apelido, aos 10 anos foi levada a um museu por sua mãe e diante de muitos quadros a garota ficou hipnotizada e adquiriu uma grande paixão por um em específico, tendo como nome A Menina Submersa. Mas essa não é a história de uma garotinha de 10 anos, sua narrativa se passa anos depois, mostrando o efeito que esse quadro causou na jovem.

     India Morgan Phelps não chega a ser parecida com nenhuma personagem que eu já tenha tido a chance de conhecer, diagnosticada com esquizofrenia e tendo como peso o suicídio de sua avó e sua mãe, Imp é uma garota triste e confusa que tenta narrar com veracidade seu encontro com Eva Canning, que pode ser tanto uma sereia quanto um lobo, mas se nem a protagonista consegue ter certeza em relação a isso, quem dirá nós que estamos apenas revivendo o seu passado.

     Não encontro palavras o suficiente para descrever o quanto esse livro me afetou, e acredite se quiser mas até meus sonhos se conturbaram com uma narrativa tão evolvente e dissimulada, sendo muitas vezes confusa a ponto de me fazer sentir a loucura que se passa dentro de Imp, e não chego a invejá-la. 

     Gostaria muito de falar que os personagens são incríveis e bem estruturados, mas não, eles são tão confusos quanto o livro em geral, pois tudo está sendo descrito do ponto de visto de Imp, estando ela delirando ou muitas vezes não sabendo o que é verdadeiro ou falso, sendo assim difícil de acreditar em suas palavras.

     Caso procure uma leitura leve, essa não vai lhe agradar. Sendo um livro em primeira pessoa, não tem como não se envolver com os fantasmas que nele habitam, sendo eles constituídos de memórias que a jovem insiste em datilografar.

     Caitlín R. Kiernan, uma escritora da qual nunca tinha ouvido falar e devo confessar que só comprei seu livro pela belíssima capa, me surpreendeu com sua escrita, não me arrependo de maneira alguma de tem embarcado nessa enorme desventura, tendo o objetivo de assim que possível reler esse livro que já considero um dos meus favoritos.



     O Rei Fugitivo é o segundo volume da Trilogia do Reino, escrita por Jennifer A. Nielsen.

     Depois que Sage, que na verdade era Jaron, príncipe perdido de Carthya retornou ao castelo, a guerra civil está preste a chegar ao seu reino. Imensamente preocupado, o jovem que agora é rei, irá a uma aventura cheia de perigos para tentar salvar Carthya. Além de se aventurar, também irá atrás de respostas sobre a morte de seus pais.

     Excelente! Acho que essa é a palavra que definiria esse livro. Se
o primeiro volume tinha sido espetacular, esse não poderia ficar atrás, mas a verdade é que, esse tomo da história conseguir ser bem melhor que o anterior, e olha, O Falso Príncipe foi extraordinário. Porém, O Rei Fugitivo conseguir ultrapassar todas as expectativas.

     Depois de rasgar muito a seda, vamos à resenha. Como falei anteriormente, eu possuía bastantes expectativas sobre este livro, então tinha certo medo que Nielsen pudesse se perder e errar a mão nesse volume, mas ela surpreendeu e conseguiu elevar a trama a um patamar mais alto do que já estava. Isso é realmente fantástico. Como o primeiro livro, “O Rei Fugitivo” é repleto de segredos e reviravoltas mirabolantes.

     Enquanto tínhamos um cenário em “O Falso Príncipe”, este volume nos leva para um rumo e um local totalmente diferente do que tínhamos visto. O que foi uma enorme surpresa, pois a história sofreu uma reviravolta brusca com essa mudança de local. Mas o mais legal de tudo isso foi que nós tivemos a oportunidade de conhecer melhor o mundo criado por Jennifer.

     Os personagens, ah, os personagens. Depois desse livro, eu admiro ainda mais Jaron, corajoso, destemido e valente. O garoto é simplesmente um herói completo! A sua inteligência me fascina. Nesta parte da história, temos o surgimento de personagens novos, o que também me agradou bastante, pois, por causa deles conseguimos nos aprofundar mais na “cultura” de Avenia.

     Outra coisa bastante interessante foi o surgimento dos piratas, eles predominaram a maior parte da trama neste volume. Dotados de uma mitologia única, roubaram a cena e fizeram a história fervilhar.

     As reviravoltas foram totalmente arrasadoras, e as revelações foram ainda mais surpreendentes. Os caminhos que a história tomou da metade para o final deixam o leitor totalmente impressionado e embasbacado com tamanha sagacidade de Nielsen. Com um final em que tudo está incerto, a pessoa que acompanha a jornada do príncipe clamará por mais.

     O Rei Fugitivo cumpre sua função de deixar o terreno mais que pronto para um final que só Deus sabe o que pode acontecer. Minhas expectativas para o último volume só aumentam e é claro que estou mais do que ansioso para saber como terminará a jornada de Jaron e de seus companheiros para proteger Carthya.



      O Círculo é a resposta. O Círculo é a arma.

     O primeiro volume da trilogia Engelsfors é o Círculo.

     O livro começa de maneira bem sombria, com o assassinato de Elias. Uma voz que estava dentro dele dizia o que ele tinha que fazer e era obrigado a fazer, não conseguia resistir. Dessa forma, Elias tem sua morte no primeiro capítulo da trama.

     O Círculo é formado por seis garotas.

     Minoo é a garota inteligente que sempre sabe o que responder para o professor e nas aulas, mas seu único problema é fazer amizades. Minoo não consegue ter facilidade para fazer amigos, não sabe o que dizer para a pessoa.


     Vanessa é a garota popular do colégio, a típica loira bonita. Namora um cara chamado Wille que é bem mais velho que ela, mas acha que a vida com ele seria mais legal.

     Línnea não tem mãe e seu pai mora na rua e é um alcoólatra. Vive sozinha e correm vários boatos sofre ela, dentre eles: drogada, lésbica.

     Rebecka é uma garota que vive bem a vida, tem um namorado, Gustaf, que é astro do futebol. Seu único problema é aquele que abala várias meninas de sua idade, o distúrbio alimentar. Mesmo sabendo que tem e não contando para ninguém, nem para o namorado, correm boatos por todo o colégio.

     Anna-Karin é a garota-alvo das pessoas, está sempre sofrendo no colégio. Pessoas passam por ela, a insultam, a envergonham e destroem sua vida. Por sorte, pode contar com seu gato, Pimenta, que é o amigo dela e ela o leva todos os dias para o colégio.

     Ida é a garota insuportável do colégio, fala mal de todos, envergonha todos e faz da vida deles um inferno. Todos a odeiam e nem quando finge ter boas intenções, acreditam nela.

     Todas elas têm apresentado umas sensações estranhas e alguns poderes que não conseguem explicar.

     Certa noite, a lua está vermelha, e uma força misteriosa invisível transporta as seis para um parque de diversões abandonado. Lá descobrem que além delas, o zelador do colégio também está presente.

     Ida é erguida ao ar e supostamente uma entidade entra em seu corpo e fala por ela. As garotas descobrem que são as Escolhidas, que juntas formam o círculo e que existe uma profecia por de trás do círculo e o zelador é o guia delas nessa missão.

     As personagens são bem intensas, estão sempre passando por vários sentimentos e a maioria das vezes vários sentimentos juntos.

     Descobrem que o suposto “suicídio” de Elias, não era tão suicídio assim, e cabe a elas, descobrir a verdade por detrás desse mistério. Descobrem também que cada uma tem um tipo de poder e ele está ligado com o tipo de elemento que cada uma delas está ligada.

     Porém com personalidades diferentes, nem todas concordam com opiniões de outras, porém foi dado a elas que precisam trabalhar em equipe para conseguirem derrotar o mal que está se aproximando.

     Com tantas características diferentes e opiniões divergentes, elas tem que trabalhar em equipe, pois uma depende da outra. Será que conseguiram se unir para vencer a batalha?

     Durante todo o livro, é um turbilhão de sentimentos de uma vez. Não há um momento de sossego, sempre tem algo acontecendo.

     Os autores relatam vários problemas que estão presentes no cotidiano de todos, sendo assim, tendo a fácil identificação com o livro e deixando-o mais real.

     Além do desenvolvimento da história do livro, existe a história de cada menina que vai se desenvolvendo também. Ao mesmo tempo em que você quer saber o que vai acontecer no final do livro, também quer saber qual é o final da vida pessoal de cada uma das meninas.

     O clima sombrio, do início, toma conta de quase toda a história com questões do tipo: “Quem está fazendo isso?”, “Por que estão fazendo isso?”.

     Os autores usam a artimanha de acabar com as suas esperanças. Quando a história a história está começando a tomar um rumo e tudo está indo bem, eles te surpreendem e estragam todas as possibilidades existentes.

     Depois de muitas emoções e descobertas, chega o fim de Círculo. O que será que está por vir?





     Com cabelos bagunçados e olhos verdes, Noah é o garoto pelo qual Paul se apaixona.

     Um romance fora dos padrões e que não deixa a desejar, vindo a ser algo que não é tão comum na
literatura, não tanto quanto deveria ser, e Levithan deixa claro que esse não é mais um livro qualquer sobre romance e todas aquelas baboseiras clichês, vai muito além disso.

     As coisas deveriam ser simples na vida de Paul, pois ao ter uma família que lhe aceita e amigos que lhe apoiam tudo deveria ser mais fácil, mas isso só prova que ele é igual a qualquer um, e seu relacionamento com Noah não seria diferente do dos outros. Depois de se conhecerem em uma livraria e descobrirem que estudam na mesma escola, os dois passam a se ver com frequência e a desenvolver sentimentos que logo se tornarão irrelevantes diante do erro que Paul cometerá, e com a ajuda de seus amigos ele terá de fazer o possível para reconquista-lo.

     Por já ter lido Will&Will, livro escrito em parceria com John Green, já sabia um pouco pelo que esperar, entretanto David conseguiu mostrar
com mais clareza algo que não havia percebido antes, pois apesar de começar a leitura achando que seria mais um romance convencional mudando somente o fato de haver outro garoto onde normalmente há uma garota, é perceptível o valor que ele atribui a amizade fazendo em muitos pontos você parar pra pensar onde está sua lealdade.

     Os personagens são bem caracterizados e possuem detalhes excecionais, fazendo de cara você ama-los ou não, sendo assim uma leitura leve e sem rodeios. Com sentenças simples mas carregadas de sentimentos, é complicado não rir e até mesmo se emocionar com o desenrolar da história.

     Por ser um livro narrado em primeiro pessoa é extremamente difícil não se colocar na pele do personagem, ainda mais quando você se identifica tanto com ele, pois Paul me fez lembrar um pouco de quem já fui e acho que esse são os melhores tipos de histórias, quando você se perde dentro delas e então ao procurar uma forma de escapar já está tão envolvido que a única coisa que se pode fazer é torcer para que ela não acabe como a sua.




     O Falso Príncipe é o primeiro volume da Trilogia do Reino, da autora Jennifer A. Nielsen.

     A trama conta a história de Sage, um órfão que vive em um dos orfanatos de Carthya, um reino que está prestes a entrar em uma guerra civil. Durante uma de suas aventuras pelo reino, o garoto acaba sendo abordado por Conner, um homem totalmente misterioso. Conner leva Sage para uma jornada, e em tal viagem, o órfão se junta à outros três jovens que compartilhavam da mesma vida que Sage. Durante o trajeto, descobriram que o plano de Conner é muito maior do que eles pensam, mas não é só isso, a intenção do homem é enganar um reino inteiro.

     Como começar a resenha de uma história que você simplesmente amou? Confesso que ao começar O Falso Príncipe eu tinha altíssimas expectativas, e elas foram mais do que cumpridas, foram superadas. Não existe sensação melhor do que vê um livro exceder suas expectativas.

     Começamos com um ritmo totalmente ágil, não tem tempo para pausas, o que me agradou bastante. O clima de mistério sobre o que cercava o plano de Conner foi outro fator que me fez ficar preso na leitura. O cenário medieval em que a história se passa é totalmente atraente; confesso que sentia falta de uma história medieval voltada para o público adolescente.

     Os personagens são totalmente incríveis, dotados de personalidades únicas, eles são tão carismáticos que é impossível não gostar deles, deixando a história gostosa de ler. Destaque para o protagonista; Sage é totalmente diferente de outros protagonistas, ele não possui qualidades extraordinárias, ele é apenas um adolescente normal tentando sobreviver na situação em que vive. Mas é impossível não destacar sua coragem e esperteza, que veio devido aos anos vivendo nas ruas.

     Se você espera romance, O Falso Príncipe não é o livro. Escasso de dramas românticos, a história é totalmente focada na aventura dos garotos. Não se assuste, esse é o grande trunfo da narrativa, pois não há tempo para momentos desnecessários. Caso goste de romance, acredite, a aventura contida suprirá a falta de tal gênero na história.

     Com uma trama totalmente envolvente, Jennifer conseguiu me surpreender e fazer com que a Trilogia do Reino se tornasse uma das minhas trilogias prediletas. Além de possuir uma história totalmente bem construída, têm diversos elementos que deixa o leitor ansioso para saber qual será o próximo passo na jornada de Sage.

     Repleto de reviravoltas, O Falso Príncipe surpreende até aqueles que estão acostumados com histórias do gênero. A Trilogia do Reino tem tudo para continuar impressionante e envolvente nos próximos volumes. Que venha O Rei Fugitivo!



     Uma sociedade sem lembranças, pensamentos e praticamente vontade. Um lugar onde não existe fome, guerra e nem desigualdade social. Será que vale a pena viver onde não há problemas, tendo que abrir mão dos seus sentimentos e emoções? “O Doador de Memórias” é o primeiro volume de uma série que tem o nome de “Quarteto O Doador”.

     Jonas, um menino de doze anos, vive em uma comunidade onde todas as lembranças foram apagadas e até as cores também. Nenhuma pessoa tem acesso a elas, apenas um ancião, o receptor, que fica encarregado de afastar todo o sofrimento que as memórias
trazem as pessoas. Ele recebe todas as memórias que existiram no mundo e ajuda os outros anciões em momentos que são necessários maiores recursos do que os que são fornecidos pelas memórias das existentes.

     Todo ano, em dezembro, é feito uma cerimônia onde às crianças passam de um nível a outro. A criança não tem 3 anos, ela é um 3, e a cada número que você sobe, é uma coisa a mais que você poderá ter ou fazer. Por exemplo, quando a criança vira um 9, ela ganhará sua bicicleta e poderá usa-la ou também quando um bebê está pronta para ter sua unidade familiar, ela se torna um 1 e começa a viver com aquela família que lhe foi designado.

     Se tornando um 12, Jonas está preocupado com qual será sua atribuição. Atribuições são trabalhos o qual a pessoa é designada. O governo analisa cada um durante seu crescimento e vê qual atribuição é melhor para cada um.

     O que me irritou muito foi o fato que haver uma regra pra cada coisa. Todas as manhãs, a unidade familiar se reúne para contar o sonho que tiveram. Também à noite, se reúne para falar qual foi o sentimento deles naquele dia. Fora regras de não mentir, não perguntar coisas aos outros. Mostrando ser um governo muito bem criado pela autora, pontinhos para ela.

     Na cerimônia, um por um são chamados e informados para qual atribuição foram selecionados. Todos são chamados, menos Jonas. Deixado por último, fica se perguntando se a algo de errado com ele, porém pelo ao contrario. Ele foi selecionado para ser o próximo recebedor, atribuição mais importante de toda comunidade.

     Logo depois, existe um treinamento para todos serem capazes de realizar a sua atribuição. Jonas conhece o recebedor, que se torna o doador, pois seu treinamento é receber as memórias e os sentimentos guardados pelo doador, mas de que forma? O doador passa suas memórias apenas pelo toque e Jonas não só tem uma lembrança, como a vivencia também.

     Agora chega a parte legal, vivenciei cada memória junto com Jonas. Ficava com vontade de saber qual era a próxima e quer mais e mais e fica se questionando de como será a próxima memória. Mas como nem tudo é um mar de rosas, existem lembranças ruins, aquelas de dor, sofrimento e guerras.

     Numa primeira avaliação do doador, achei que ele era chato e se achava melhor do que os outros, mas na verdade ele passa uma tranquilidade, é aquela pessoa que você sente vontade de estar com ela, muito, muito simpático.

     O desfecho foi muito, mais muito corrido. Eu via as páginas acabando e achando que meu livro estava com página faltando, pois não conseguia ver um fim naquilo. Mas a autora me surpreendeu e conseguiu colocar o final perfeito para o livro, temos que levar em consideração que não houve enrolações em nenhuma parte, tudo o que tinha era pra estar lá.

     A leitura é rápida, não por ser um livro pequeno, mas por causa de ser uma linguagem simples e de fácil entendimento. Dá aquela vontade de quero mais, e aquele desejo de o livro ter mais páginas só para demorar mais uns minutos lendo.

     Esse livro me fez questionar os meus valores, perceber a importância das lembranças e dos sentimentos, mexeu demais comigo. Acho que é um livro que deveria ser obrigatório todos lerem, se isso ocorresse acho que todos seriam pessoas melhores. Lembrando que não é necessária a leitura dos outros volumes, esse volume já tem todo o necessário para a história ser perfeita. Recomendo muito a leitura.

     Convergente é o terceiro e último volume da série escrita por Veronica Roth.

     Ao revelar o vídeo de Edith Prior, Tris se vê na difícil missão de descobrir o que existe do lado de fora da cerca. Com o sistema de facções destruído, Evelyn começa a tomar conta de Chicago enquanto Tris, Tobias e seus amigos vão atrás de respostas sobre a criação do sistema das facções.

     Lógico que depois de um final como o de Insurgente, Convergente não começaria nada fácil. Depois de tantas perguntas jogadas, esse livro tinha a função de responder todas elas. Mas logo de início não temos respostas concretas. Porém, não se desespere, pois com o decorrer do livro, todas elas são respondidas.

     E então chegamos ao fim de uma trilogia que me fez sofrer até o último parágrafo. Depois de tanta morte, tiro, porrada, traições e emoções, Divergente chega ao fim. Lembro-me de quando li o primeiro volume, foi uma surpresa enorme para mim, nunca tinha ficado tão envolvido com uma coisa quanto fiquei com essa série. É difícil dizer adeus, mas como a própria história diz, é preciso dá adeus querendo ou não.

     Convergente sofre algumas mudanças bruscas, a primeira é que neste volume contamos com a narração de Tobias. A segunda é que neste não temos vilões ou coisas do tipo. A terceira é que enquanto nos dois primeiros livros a história se passava em Chicago, já nesse embarcamos em uma viagem para fora da cidade. Mudanças que podem agradar ou desagradar muita gente.

     A alteração que mais me incomodou foi à narração do Tobias. Como já estava acostumado com o ponto de vista da Tris, ler a visão dele sobre as coisas é totalmente diferente. Minha relação com o mocinho da história não é nada amigável. Ao ler Insurgente, eu já estava de saco cheio do rapaz, nesse livro fiquei com mais raiva ainda. Com atitudes infantis e sentimentos falhos, fez com que minha aversão contra ele aumentasse. Essa foi à única que me desagradou.

     A parte que eu mais esperava, foi sem sombra de dúvidas a melhor. A explicação sobre os divergentes foi o ponto alto de toda a história. Com uma explicação extraordinária, Roth me deixou totalmente pasmo. Possuía diversas teorias sobre o assunto, mas nenhuma estava certa. Fiquei surpreendido com a incrível criatividade da autora. A colocação dos momentos nas horas certas deixou a leitura ágil e sem interrupções.

     Um alerta: Se você possuí coração fraco, segura na mão de Deus porque esse livro é uma montanha russa de emoções. Recheado de momentos altamente dramáticos, o leitor irá passar por várias situações de apertar o coração, mas no final, tudo valerá a pena... ou não. O principal intuito deste tomo da história é mostrar o peso de uma escolha. Essa a grande lição da trilogia. Uma escolha errada e todo o seu mundo desaba. Uma escolha transforma não só você, mas transforma todos ao seu redor. Uma escolha transforma uma sociedade. Ensinamentos como esses são mais do que necessários e Convergente traz essa mensagem para que possamos refletir sobre isso.

     Não vou dizer que tem um final feliz, mas tem um final condizente e plausível. Todos sabemos que é difícil acabar uma coisa que gostamos tanto, porém, a vida é assim, terminamos um ciclo e logo depois começamos outro. Pessoas estão aqui para nos ajudar a começarmos um novo ciclo.

     Totalmente devastador, Convergente fecha com mérito a jornada de Tris, uma garota corajosa e valente que lutou por aquilo que acreditava. Não desistiu e foi brava até o final. A grande lição que a série trouxe para mim foi que devemos ser sempre corajosos e valentes, apesar de tudo.



     Conheci a Amanda e ela comentou que tinha escrito um livro. Tive a oportunidade de comprar e ela ainda fez uma dedicatória muito bonita. A garota da casa grande é o primeiro livro da Amanda.

     A história começa quando Georgia vai para uma cidade do interior, onde não há nada para fazer. Ela está indo passar as férias, como todo ano. Suas férias lá são sempre monótonas.

     Começa a se animar quando vê “a garota da casa grande”. E também é quando temos a descoberta de que Georgia é gay.

Georgia leva seu cachorro, Max, para passear várias vezes durante a história e um dia acaba conhecendo a Alice, que é a suposta garota, e começam a conversar e se conhecer.

     Alice chama Georgia para uma festa em sua casa e devido a acontecimentos, acabamos descobrindo que a Alice também é gay e a história começa a se desenvolver a partir disso.

     Foi tão bom ler esse livro, me trouxe lembranças da cidadezinha que eu vou todo ano ao carnaval. Aquela típica cidade pequena que não tem nada para fazer mas eu amo.

     Uma personagem que é super fácil de amar é a avó de Georgia. Ela é aquela avó que dá vontade de colocar no potinho e levar para casa, muito fofa.

     As letras pareciam que deslizavam no papel, é uma leitura prática e agradável. O olho passava pelo parágrafo e as palavras iam direto para a cabeça, sem precisar pensar muito para o entendimento.

     O livro não tem um momento estável, eu pensava que estava tudo bem e a Amanda vinha com alguma coisa para estragar a minha alegria. Ele aborda vários temas que apesar de parecerem bobos, acabam conscientizando as pessoas. Dentre os temas, acho que os mais importantes são a questão da sexualidade das pessoas, o envolvimento com drogas e a morte.