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Título Original: The Help

Ano de Lançamento: 2011

Número de Páginas: 574

Editora: Bertrand Brasil

Onde comprar: Cultura | Amazon | Saraiva




     O que falar de um livro que se tornou tão importante para você? Como achar palavras para descrever tantos sentimentos que estão a flor da pele em mim devido ao livro incrível que foi A Resposta. Vou tentar ser o mais direto e rápido o possível. Vamos lá.

     Bem, para quem não sabe, esse livro inspirou ao maravilhoso filme Histórias Cruzadas. Mas, mesmo que você já tenha visto a adaptação cinematográfica, a leitura de A Resposta é uma experiência incrível. (E, socorro, estou para ver filme mais fiel que esse.)

     Mas vamos falar sobre o que se trata a história.

     Estamos em Jackson, Mississipi, Estados Unidos, década de 60, a segregação racial está em seu auge. Tudo é separado entre brancos e negros. Escolas, bibliotecas, banheiros, etc. Nessa cidade do sul dos EUA, mora Skeeter, uma recém-formada que tem como sonho ser escritora. Sem muito sucesso, acaba aceitando um emprego no jornal local para dar dicas domésticas, sendo que, por ser branca e de família rica, Skeeter sequer sabe como lavar uma roupa. Sem alternativas, acaba pedindo a ajuda de Aibeleen, a empregada de sua amiga Elizabeth. Só que, com o decorrer dos encontros onde Aibeleen a ajuda, Skeeter vai começando a perceber que aquela situação de segregação precisa ser mudada e junto com isso, acaba tendo uma ideia para o seu primeiro livro. Com isso, vai a fundo em uma pesquisa para escrever e, assim, sua história vai se ligando com a de várias outras mulheres...

      Antes de mais nada, quero falar para vocês que eu amo livros que possuam teor político ou que abordem temas que muitas vezes são esquecidos na literatura. A Resposta é uma obra que junta essas duas coisas. Para falar a verdade, eu considero esse livro completo. Ele tem tudo. Drama, humor, romance e, o mais importante de tudo, crítica social. E tudo é muito bem executado. São 574 páginas incrivelmente bem trabalhadas e contextualizadas.

     Eu sei que pode parecer muito estranho uma pessoa branca falar sobre racismo e escrever o ponto de vista de um negro, mas a abordagem de Stockett é muito boa, só que nada comparado à uma mulher negra escrevendo, porém, pelo menos já é um começo termos obras tão ricas que retratem um assunto que, apesar de hoje ter diminuído um pouco, infelizmente, ainda é tão presente em nossa sociedade.
Acho de imensa importância combatermos o racismo não só na literatura, mas em todas as mídias e, no mais importante, em nossa sociedade.

     Apesar de a trama do livro ser brilhante, o grande show é o seu vasto elenco. Acho que nunca li uma história com tantos personagens. Os personagens são tão bem construídos e trabalhados que parecem reais. Sério. Acho que é porque Stockett não colocou ninguém como um grande herói ou coisa assim. São pessoas normais em situações cotidianas. E as protagonistas, são pessoas comuns que apenas buscam melhorar o mundo em que vivem. Acho que é isso que os torna tão reais e, com certeza, inesquecíveis. Vou me lembrar sempre da divertida Minny e, até mesmo, a megera da dona Hilly.

     Além da história e personagens, A Resposta possui cenas icônicas. Tanto de alto teor dramático como daquelas que você não consegue parar de rir. Como disse anteriormente, o livro é completo. Tem de tudo!

     São tantas coisas que os esperam em A Resposta que eu não sei nem como falar, mas eu vou deixar aqui meu sincero obrigado à Kathryn por escrever essa história maravilhosa e dar voz à muitas vozes que foram e, tristemente, continuam sendo silenciadas. O mundo é bem melhor com pessoas que vêem as coisas erradas e vão lá tentar revertê-las.

      A Resposta é o tipo de livro que devia ser distribuído nas escolas e ser lido por todo estudante do ensino médio. Uma história inesquecível e um alerta de que ainda temos muito que mudar na questão do racismo em nossa sociedade. Esse livro já está em um lugar especial no meu coração e na minha mente, junto com 1984 e Admirável Mundo Novo.

                                                     


Título Original: Seventh Son

Editora: Bertrand Brasil

Número de Páginas: 512

Ano de Lançamento: 2015

Onde comprar: Cultura | Saraiva | Amazon




     Olá lindões, tudo bem com vocês? Hoje eu vim aqui falar um pouco sobre o livro O Sétimo Filho.

     Bem, na verdade, O Sétimo Filho é a junção do primeiro e do segundo volume da série "As Aventuras do Caça-Feitiço". O livro ganhou essa denominação devido ao filme homônimo estrelado por Jeff Bridges.

     Vamos lá conhecer um pouquinho mais sobre a história!

     Thomas Ward é um garoto de 13 anos, ele é o sétimo filho de um sétimo filho e nas terras onde vive, isso é o dom para ser um caça-feitiço. Com isso, o menino se torna aprendiz do Caça-Feitiço do Condado onde mora e o livro irá narrar suas aventuras.

p.s: Caça-feitiço são as pessoas que defendem a população do mal, como coisas sobrenaturais, etc. 

     De tempos em tempos, os leitores são agraciados com obras de fantasias infantis de excelente qualidade. Delaney é um dos autores que, apesar de escrever uma história infantil, mostra o seu altíssimo potencial para criar uma trama rica e bem elaborada, mesmo que seja de uma forma singela. O que me agradou muito, pois não é qualquer autor que consegue a proeza de criar algo de muitíssima qualidade mesmo com diversas limitações, afinal, estamos falando de um livro voltado para crianças de 10-12 anos. Joseph Delaney tem o meu total respeito!

     Sobre a trama e personagens, eu tenho os meus maiores elogios. O livro possui uma trama que te deixa roendo as unhas mesmo com a narração simples. Porém, não deixa de ser empolgante! Os personagens são muito carismáticos e por incrível que pareça, bem construídos. Nesses quesitos, a história de Thomas não deixa nada à desejar.

     Confesso para vocês que não tinha muitas expectativas para O Sétimo Filho, porém, foi uma leitura extremamente surpreendente e formidável. Fazia tempos que eu não me deparava com algo tão simples mas tão bom. Eu mega recomendo para vocês que buscam uma fantasia leve e de alta qualidade. Vocês não irão se arrepender de embarcar nas peripécias do jovem aprendiz.

OBS: No lugar da capa do livro está um pôster do filme pois não consegui achar uma foto decente da capa do livro. Porém, ambas são quase idênticas, a do livro só muda o nome do autor em baixo do título. Espero que entendam. (: 

Beijos e até a próxima conversa.








Título Original: Life As We Knew It

Editora: Bertrand Brasil

Número de Páginas: 378

Ano de Lançamento: 2014

Onde comprar: Cultura (Não disponível) | Saraiva | Amazon







     A Vida Como Ela Era é o primeiro livro da série distópica Os Últimos Sobreviventes, escrita por Susan Beth Pfeffer.

     Miranda, uma adolescente de 16 anos, vivia uma vida normal com sua família até o dia em que um asteroide colide com a lua e a aproxima da Terra. Sendo assim, ocorre diversas alterações como o aumento das marés, tsunamis, terremotos e vários outros desastres naturais. E ela e a sua família irão entrar na luta pela sobrevivência.

     No finalzinho do ano passado, a Bertrand fez o anúncio do lançamento deste livro e eu, como sou o louco das distopias, fiquei com uma imensa vontade de ler porque além de ser do gênero distópico, é sobre sobrevivência e essas coisas. Bem, vamos lá conversar um pouco sobre essa história.

     Diferente da maioria das distopias, essa começa no mundo atual, como se fosse hoje e aí as coisas começam a tomar um rumo "natural". Então, dias antes de o asteroide colidir com a lua, Miranda começa a escrever em um diário então embarcamos na história pelos registros da garota, o que eu achei super interessante pois, ao meu ver, deixa a coisa mais real.

     Somos apresentados à jornada da família de Miranda, vemos como eles reagem e o que fazem para sobreviver. E por ser uma narração em primeira pessoa, nos vemos na pele de Miranda. Durante todo o livro, eu fiquei pensando como reagiria à uma situação como a que a garota está vivendo e fiquei muito aflito, pois, muitas vezes, me peguei pensando que uma situação dessa pode acontecer. Venhamos e convenhamos que existem diversas chances de um asteroide colidir com a lua e uma ocasião dessa acontecer.
Então não esperem aquela coisa fantasiosa de mais. O livro é bem pés no chão mesmo!

     Como falei anteriormente, não existe muita ficção na história, o que eu achei sensacional, pois deixou a coisa BEM real. E diferentemente das outras distopias que são recheadas de ação, essa é completamente escassa de momentos "OMG". É como a vida real...
Mas gente, isso não é um problema, pelo menos para mim. Até porque se a autora decidi-se colocar cenas "empolgantes", ficaria muito desconexo com o contexto da obra.
Outra coisa que gostei bastante foram como os acontecimentos como desastres naturais, falta de comida, poluição, alterações climáticas foram tratados.

     Os personagens se mostram os mais humanos possíveis. Possuem momentos de raiva, amor, tristeza, piedade e etc. A única coisa que não me agradou muito foi que em vários momentos a Miranda se mostrou egoísta enquanto todos se preocupavam com ela. Mas apesar de seus defeitos, em vários momentos tive dó da garota e de sua família. Simplesmente não sei como reagiria à uma situação como a que eles estão passando.

     Enfim, A Vida Como Ela Era é um livro feito para refletir sobre vida, família, amigos, fé e esperança. Susan Beth Pfeffer conseguiu dar um sopro de vida no meio de tantas distopias semelhantes e com isso conseguiu um fã.

     Sem mais delongas, esse é o tipo de história que eu indico para todos, sem exceção. Mesmo se você não gostar do gênero, acho que os registros de Miranda merecem uma chance de serem lidos.

     Menções Honrosas: A edição do livro é ótima. Diagramação, folha, fonte e etc. Gostei da capa, principalmente por a lua ter uma textura meio áspera. Vale a pena ser comprado!

Mal vejo a hora de poder ler a continuação...